segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

A arrogante classe média 2SM local



'' (...) justo mesmo é Paulo Guedes, o Robin Hood dos banqueiros, salvador dos lucros e algoz dos estúpidos''

É espantoso como a narcísica, mas falsa classe média local/regional, de curta memória, parca identidade, frágil compreensão quebrou o próprio espelho. O que talvez explique em partes, porque no clubinho dos odiosos, nas postagens em redes sociais, no círculo de 'anormais', defendem a fala do escravista, ministro banqueiro Paulo Guedes sobre domésticas passear na Disney. 

Em ampla maioria, escondem na arrogância ou dissolvem na ignorância que são meros trabalhadores também. Que por exemplo, só entraram ou andaram de avião a partir de 2002, e o único dinheiro que gastavam no exterior tinha endereço de curta distância (de carro ou ônibus), ali do outro lado da ponte da amizade em Foz do Iguaçu/PR, onde o então Real (R$) ‘dolarizado’ devorava o pobre guarani.

Até porque, aqui no aeroporto de Chapecó no início deste milênio, só tinha Teco Teco na pista, e estes, pertenciam ao aeroclube local. Quando muito, um avião das agroindústrias, jatinhos alugados e uma visita que outra de aviões presidenciais – voo comercial: só aos exclusivos. Sim, a pista era movimentada por 'piazada' caçando com ‘bodoque’ nas margens e cabeceiras - um perigo aos aeroplanos. - Qualquer objeto no ar estava suscetível ao estilingue.

Então chegaram os vermelhos ao governo, com a política de valorização do salário mínimo, geração de renda, poder de compra, sinal verde ao ‘deus’ Cartão de Crédito, que viria ser o tapete voador de trabalhadores pobres que assumiram o falso status de classe média emancipada. Agora eles tinham emprego, renda e podiam até estudar - uma chance de decolar da política colonial de privilégios para alguns e ignorância a maioria. 

Mas claro, esta falsa ‘classe média’ pobre de consciência, miserável de memória, que então conseguiu ir além do desenhar o nome (aposentando polegar, e mesmo que no modo informal) aprendeu escrever (mesmo que para agredir com palavras a si própria como categoria social), se nega refletir, optando por acusar, reproduzir mentiras e prontos chavões de desprezos as classes laborais - mesmo sendo parte!

Para estes, justo mesmo é Paulo Guedes, o Robin Hood dos banqueiros, salvador dos lucros e algoz dos estúpidos. Parabéns a esta classe média local/regional, com renda MÉDIA 2SM (Dois Salários Mínimos) que há tempo voando não colocam os pés no chão. A cabeça não mais repousa no travesseiro porque os boletos não cabem no holerite mensal, embora sigam com palmas ao governo que os marginaliza como classe, embora insistam mimetizar nas ilusões e atirar pedras a seus ‘iguais’ - por similitude, a si mesma.

Um brinde reflexivo a falsa prosperidade. Mais cedo ou mais tarde vocês voltam do mundo da fantasia, esta Disney criada para a fuga da realidade. Aquelas doze parcelas que custou o pacote de viagem para um tango em Buenos Aires (ao preço do dólar atual) você pagará rapidinho. Mas, o pesadelo deste governo permanecerá por mais 35 mil pés (digo 35 meses) de distância da possibilidade última de findar as cotidianas turbulências e acender alguma luz sobre as trevas que vocês ajudaram provocar.

A trabalhadora doméstica tem noção de suas lutas e direitos alcançados nos últimos anos, (inclusive de viajar para onde quiser), o que incomoda muito, de banqueiros afortunados a arrogantes assalariados. Mas, aos últimos, se permanecerem como Classe ‘Dois Salário Mínimo’ (2SM) estarão no lucro. Pois, tem tudo para terminarem como Classe SSM (Sem Salário Mínimo) – empobrecidos pela concentração do setor financeiro (Tio Patinhas), enganados pelo presidente (Pateta), corroídos pelo ministro da economia (Mickey Mouse) e meros indigentes nesta falsa Suíça, terra catarinense - Fim de viagem!!!


Neuri A. Alves
Pesquisador, assessor de formação e elaboração 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Enfrentar a lógica perversa do modelo de produção


Enfrentar a lógica perversa da exclusão e destruição imposta pelo produtivismo desenfreado no campo, irresponsável e vilipendiador da vida e recursos naturais do planeta, não apenas é uma necessidade de povos, culturas e nações, mas uma condição sine qua non de nossa permanecia territorial, social e planetária.

É um desafio colocado a nós brasileiros também, mais que nunca neste momento. O que temos feito? – em partes é uma pergunta que permanece aberta a processar respostas, ou assumir que estamos longe de apresentar ações concretas de enfrentamento a situação colocada.

Abaixo compartilho o que a Wervel (‘movimento pela agricultura saudável’ - entidade belga o qual faço parte e trabalhamos para uma agricultura socialmente responsável e economicamente justa) propõe para enfrentar a realidade no país europeu. Mas que muitas das proposições apresentadas no memorando se encaixam em nossa realidade brasileira, da revolução verde, agronegócio, Agro Pop/Pop Agro. - Segue o documento:


► MEMORANDO DE WERVEL PARA UMA AGRICULTURA COM FUTURO

1. O solo: um meio básico de produção

- Proteção das terras agrícolas contra a especulação fundiária e a expansão desordenada para fins não agrícolas. Implementação efetiva do princípio de adensamento no planejamento urbano.
- Fixação do teto para o preço de terras agrícolas, tanto para venda quanto para arrendamento.
- Um banco de terras baseado no modelo francês (“Sociétés d'Aménagement Foncier et d'Etablissement Rural, SAFER”) poderia ser um instrumento para uma política fundiária eficaz, limitando o valor comercial das terras agrícolas ao seu valor agrícola (intrínseco).
- O aumento da pensão mínima legal para um nível aceitável de bem-estar poderia evitar que esta medida seja conflitante com os interesses dos agricultores que estão se aposentando e não têm um sucessor.

A especulação fundiária em geral reduz os meios de produção comuns a objeto para obtenção de lucro privado e deve ser proibida. A venda ou alienação de terras agrícolas pelo próprio governo, por exemplo, a venda de propriedades do OCMW [Centros públicos de assistência social] a particulares, também é inaceitável.

2. Agricultura: uma profissão com futuro

- Distribuição justa das margens dentro dos diferentes elos da cadeia alimentar, com atenção especial para os preços e rendimentos do agricultor e do consumidor. Autoridade efetiva das consultas dentro da cadeia sobre esse tema, com base nas observações feitas pelo observatório dos preços.
- O direito das organizações de produtores de negociar acordos setoriais sobre preços e volumes de produtos agrícolas com o comércio, a indústria e a distribuição.

3. Agricultura moderna baseada em agroecologia

- Desenvolver boas práticas em agroecologia em combinação com a agricultura orgânica, em função das regiões agrícolas e das culturas agrícolas. Reforço do papel da pesquisa e desenvolvimento do governo nessa área.
- Visar a pecuária vinculada a terra, em função da área forrageira disponível. Visar empreendimentos agrícolas mistos ou de cooperações complementares entre empresas de lavoura e empresas pecuárias.
- Investir no cultivo de espécies forrageiras e alimentícias ricas em proteínas, bem como em espécies com múltiplas aplicações como o cânhamo.
- Desenvolver e divulgar técnicas, culturas e métodos agrícolas, incluindo sistemas agro-florestais, a fim de elevar progressivamente o teor de húmus e a fixação de carbono no solo.

- Integração da agroecologia com a gestão da água e com a preservação e aumento da biodiversidade.
- Restauração e preservação do solo nas suas funções de organismo purificador, de reservatório de águas subterrâneas e de tampão no escoamento de águas superficiais.
- Restauração e preservação do solo como suporte e alimento para os organismos que vivem no subsolo e acima do solo, na maior coesão (simbiótica) e diversidade possíveis.

4. Alimentos saudáveis e acessíveis

- Funcionamento eficiente e transparente da Agência Alimentar da Bélgica. Aumentar o número de inspeções nas empresas que apresentam os maiores riscos. Ênfase na orientação e não na penalização, para empresas e cooperativas menores.
- Buscar um bom equilíbrio na alimentação, utilizando mais proteínas vegetais e menos proteínas animais. Menos publicidade para e menos uso de açúcares e gorduras. O menor número possível de produtos alimentares refinados. Em cozinhas de serviços públicos, escolas e empresas, preferência para produtos locais e da estação, provenientes de propriedades agrícolas que aplicam práticas sustentáveis.
- Limitação dos preços dos alimentos básicos, aplicando a redução nas maiores margens de lucro da cadeia de comercialização do agricultor até o consumidor.

5. Apoio à agricultura local, visando a soberania alimentar

- Apoio às cadeias curtas, reconhecimento do papel do agricultor na transformação e comercialização de alimentos, como parceiro igualitário ao lado da agroindústria e da distribuição atacadista.
- Desenvolvimento de zonas ou cinturões em torno das cidades, onde os alimentos são cultivados visando o abastecimento alimentar dessas cidades.
- Criação de mercados atacadistas regionais e intermunicipais, abastecidos por produtores locais a preços que cubram os custos.

Afinal, no atual sistema de mercado, os leilões aplicam o princípio da ‘oferta e procura’, enquanto o fornecimento pelos mercados atacadistas à preços de equilíbrio respeitam o interesse do produtor. A condição básica para isso é que seja aplicado o princípio da regulação da oferta (controle de produção).

6. Reforma profunda da PAC [Política Agrícola Comum da União Europeia]

- Proteção da produção agrícola interna baseada em um modelo agrícola e alimentar saudável, sustentável e socialmente justo. Exclusão dos acordos de comércio internacional que não cumpram estes requisitos. Nenhum comércio sem normas equivalentes ou sem base em necessidades reais.

Em termos concretos, isto significa que o comércio só pode ser considerado ‘justo’ se não houver substituição devido a uma diferença nos custos de produção (por exemplo, mão-de-obra mal remunerada, admissão de agrotóxicos nocivos no país importador, ...) ou devido a apoio do poder público (por exemplo, apoio a excedentes de mercado ou apoio à produção). Os custos ecológicos também devem ser levados em conta nos custos de transporte.

O comércio em prol do desenvolvimento não pode ser um fim em si mesmo. Alternativamente, poderia ser desenvolvido em conjunto um intercâmbio internacional e assistência ao investimento em tecnologia, em conexão com o desenvolvimento de cooperativas de produção agroecológica de alimentos.

- Regulação dos mercados dos principais produtos agrícolas com base em quotas fundamentadas na demanda interna, de acordo com a especificidade de cada país e de cada região.
- O sistema de prêmios ao rendimento (auxílio por hectare) deve ser mais equilibrado e, sobretudo, mais justo. Incorporar critérios como atividade agrícola e emprego reais, bem como um impacto positivo adicional no nível dos prêmios pela prestação de serviços à sociedade (por exemplo, medidas em benefício da biodiversidade e da fixação do carbono). Discriminação positiva (concessão de prêmios mais elevados) de pequenas empresas e das várias formas de cooperação.
- Garantir rendimentos justos aos agricultores. Para controlar a produção e a oferta, visando preços agrícolas estáveis e suficientes, também deve ser possível lançar mão de garantia de preço mínimo e de armazéns pública.

Wervel, Bruxelas.

Prof. Neuri A. Alves
Assessor de Formação e Elaboração na Fetraf Santa Catarina
Membro Honorário e Voluntário da entidade no Brasil para causa do Cerrado e Agricultura Sustentável

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Feliz Ano Novo aos inesquecíveis

''Não sei brindar falsas alegrias, sigo ocupado com minhas utopias'' 


Feliz novo ano aos inesquecíveis deste tempo, que pelo pouco esforço da consciência, excessos de arrogâncias conseguiram fazer de 2019 uns dos piores anos dos últimos cinco séculos. 

Novo ano a você professor que votou neste governo e viu seus direitos ameaçados, avanços da educação apagados na lousa de sua arrogância no ano que ficou, mas com estragos para décadas;

Novo ano a você funcionário de atendimento na saúde e usuário do SUS. Você que votou no fascismo porque iria melhorar o atendimento no sistema púbico e agora pode ficar sem emprego e saúde publica;

Novo ano a você caminhoneiro que votou no mito da recuperação de rodovias/carreiros/estradas, redução no preço do diesel, melhor valor dos fretes, mas passou o ano velho pagando o preço da sua escolha, furada indignação e pavimentando dias de vergonha;

Novo ano para você colega pesquisador da universidade, institutos federais que atirou pedras nos tempos antanhos de vacas gordas no CNPq e passou o último ano pastando nas bolsas da insensatez;

Novo ano a você familiar de estudante de instituições privadas que militaram para derrubar a 'corrupta' Dilma e agora trancaram matriculas nas universidades porque não tem bolsas de estudos, dinheiro para pagar mensalidades e nem crédito para financiar;

Novo ano para você agricultor que votou no mito da mudança porque queria derrubar uma pequena área de APP ou comprar uma espingarda taquari. Mas agora não tem créditos para sementes, moedas para a pólvora, sem esperanças do que fazer e para onde ir;

Novo ano para você operário que votou para derrubar os 'comunistas do PT, os corruptos do poder e viu este 'ano velho' de "governo novo" com pilantragens e pilhagem de direitos trabalhistas, sociais e passou a virada de ano faltando dinheiro para comprar o gás;

Novo ano a você velho Homem das promiscuas promessas na noite que finda o ano, dos pedidos sem esforço e excessiva pressa. Das preces farisaicas, das bondades espetacularizadas, da ética 'panes et circus' chauvinista de viradas;

Novo a você que divide as angustias desafiantes deste tempo comigo, obrigado pela coragem de seguir fazendo o que assumimos como convicção de vida e compromisso de mundo. Seguiremos nossos caminhos, sem os engodos que arrastam os que pouco pensam, bobagem fazem e a tudo destroem.

Feliz Ano Novo a todos! Queria bater palmas, mas minhas mãos se ocupam do escrever, meus pés se negam fazer o que não sabem, estes ouvidos a curtir descompasso e meus olhos desviar do foco. Não sei brindar falsas alegrias, sigo ocupado com minhas utopias!!!

Prof. Neuri A. Alves

Formação para novas Utopias

''Eu acredito, mas não quero e posso acreditar sozinho''

Há tempos deixei de ser o ‘chato’ que só falava da necessidade de estudar. Entre as razões: o isolamento por parte de alguns, o não bem quisto por parte de outros, o doutrinador pelos oponentes ideológicos, o chato pelos preguiçosos e inimigos da
leitura, o filósofo negador do lattes por que aqueles que veem neste a ferramenta de um orgulho vazio. E por último, apontado como o ‘teórico’ pelos revolucionários da ortodoxia de um fragmento ‘clichê’ da obra de Marx: ‘’o que havia para pensar foi pensado, o que interessa é a transformação do mundo’’.

O ponto de partida, emerge deste último, porque ‘’meus iguais’’ de utopias de outrora e revolucionários de uma falsa e frágil autossuficiência (e ainda agora) fracassaram em partes – deixaram de pensar e fraquejaram na transformação desta realidade. O comodismo fez-se revolução deste tempo - o que suscita novas provocações. Sim, a prática é o critério da verdade como dissera o mestre Marx, mas a prática sem a compreensão da teoria como filha ‘cativa’ da ação é um negar-se a possibilidade de afeiçoar e aperfeiçoar processos, esterilizando assim potenciais avanços. Ou seja, é fundamental que possamos mergulhar nos acúmulos teóricos, de concepções, por serem estes resultados da ação, compreensão e de algum modo, formação do sujeito histórico e todo tecido social.

Compreender a realidade a qual estamos inseridos requer aprofundar-se, inteirar-se, problematizar para apresentar viés de mudanças – do contrário, permanecemos no campo dos achismos, naquela metáfora da lagoa de sapos, onde todo mundo ‘coacha’ alguma coisa. Digo isso, porque trabalhando assessoria de formação, palestras há muitos anos, compreendo algumas questões como centrais, provocativas e necessárias as entidades, organizações, de modo especial, as sindicais, onde tenho pisado o terreno com mais solidez e posso dizer: – É preciso estudar mais!

Não estudar por estudar, para cumprir o mote do ‘tarefismo’ que tomou conta de nossos espaços. Estudar para compreender estes novos tempos e agir sobre a realidade com mais conhecimento de causa e menos desperdícios de energias, com poucos ou nenhum resultado. Porém, submeter-se a isso não exige o que muitos equivocadamente chamam de sacrifícios. Exige sim, adesão, sentimento de necessidade, pertença do sapiens, postura de humildade para dispor-se a relação de crescimento mutuo. - A transformação só pode emergir de um tecido social fortalecido, do contrário se rasgará nas fragilidades de uma composição pouco coesa.

As organizações sociais precisam repensar suas agendas de formação, metodologias (convencionais ou da educação popular), mesmo aquelas que sempre deram certas, pois não significam que ainda possam responder as questões de nosso complexo momento. Já ouvi em alguns lugares que oficinas com tarjetas são formas ‘moderninhas’ de educação popular com pouco resultado. Confesso, me assusta ouvir isso de quem trabalha na organização pedagógico de centros de referências na educação popular e movimentos, como ouvi este ano. Para mim, é o típico pensar de quem reproduz a lógica corporativista do escolasticismo acadêmico. Nada contra a academia, mas não é dela que precisamos essencialmente neste momento, e não trato aqui de teoria em quilos/toneladas - trato da justa medida, aquela que leva formação de massa - quadros é outra coisa e diga-se: não foge da nossa necessidade.

O filósofo Francis Bacon disse: ‘Saber é poder’ – e é sim! - Tanto é, que aqueles que acusam lideranças importantes deste país de ‘burros’, ‘analfabetos’, ou então, que ainda consideram o agricultor o ‘jeca tatu’. Ou na mais ousada negação do poder da sabedoria, chamam Paulo Freire de idiota por um lado, e por outro, militam no elitismo da estupidez para acabar com qualquer processo de educação popular que vise uma formação para consciência de classe – cite-se aqui, a mentalidade do governo federal sobre escolas, universidades e institutos federais. Se eles visam esterilizar, é porque veem resultado, o que por si só, tem que servir-nos de compreensão e convencimento. De ser os espaços de formação das entidades fundamentais para um novo ciclo de processos metodológicos, visando o fortalecimento de nossas lutas, a renovação de lideranças, reoxigenação dos processos, renovar de utopias e iluminar os dias que virão.

Findo este ano convicto do quanto aprendi nas andanças de centenas, milhares de quilômetros percorridos, e quanto ainda precisamos avançar. - Eu acredito, mas não quero e posso acreditar sozinho. - Que o ano novo nos coloque primeiro no compromisso de dizer o que queremos, não apenas para nós. E junto a este, quanto de energia, tempo e necessidade ofereceremos na construção daquela sociedade – mais humana e equitativa que desejamos e precisamos. Do contrário não haverá Natal, ao menos, não o dá justiça que almejamos e muito menos, aquele Natal do ‘menino Deus’ que vem ao mundo para enfrentar os poderosos!


Prof. Neuri Adilio Alves
Fonte: Publicado no Site Fetraf SC